TRANSEXUAIS: SEM ACESSO À PREVENÇÃO E TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA

Por 27 de outubro de 2017 Notícias One Comment
RODA DIA 27.10

Existem, no Brasil, apenas 11 ambulatórios e 5 centros especializados em cuidados de saúde para transexuais. Os dados foram revelados durante o debate sobre “Cuidados e Tratamento em Pessoas Trans”, na última Roda de Conversas do Outubro Rosa, atividade promovida durante todo o mês pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Alerj.

A dificuldade de acesso à saúde, aliada a inexistência de campanhas de conscientização e ao preconceito deixa a população transgênero mais vulnerável à doença. Homens transexuais que fazem tratamento hormonal tem 50 % mais chances de desenvolver câncer de mama,que se manifesta de forma mais agressiva que nas mulheres. Situação agravada pelo fato de não haver profissionais de saúde capacitados para o atendimento de homens e mulheres que tem o corpo ainda em transformação, segundo afirmou a transexual Bruna Gurgel, presidente do Conselho municipal LGBT de Niterói.

A falta de conhecimento dos profissionais sobre cuidados e tratamentos para pessoas que mudaram de gênero também foi apontada pela representante da Associação Grupo Para Todos. Segundo Kathyla Katerine, a saúde dos transgêneros não faz parte dos estudos acadêmicos, mas é preciso que a matéria seja introduzida à grade dos cursos da área, a fim de qualificar os futuros profissionais para o atendimento correto.

Para a Deputada Enfermeira Rejane, os transexuais tem direito ao acesso à saúde como toda e qualquer pessoa, pois são cidadãos. Acrescentando que faltam políticas públicas voltadas para essa população, a Deputada propôs ampliar o debate, com a realização de uma audiência pública com a participação de entidades das várias categorias profissionais da área, Conselhos de saúde, Secretários, universitários e também de representantes do Ministério da Educação.

Sobre o Outubro Rosa na Alerj, encerrado nesta sexta-feira, 27, a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, Deputada Enf.Rejane, considerou que os debates contribuíram com novos dados e informações que podem somar na construção de políticas públicas de combate ao câncer de mama. A deputada, porém, criticou o fato de que até o momento o Governo do Estado do Rio de Janeiro não tenha adquirido os mamógrafos para os municípios da Baixada e interior do Estado, cuja verba foi doada pela Alerj, há 2 anos.

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