CRESCE NÚMERO DE MULHERES NEGRAS COM HIV

Por 20 de outubro de 2017 Notícias Sem comentários
RODA DIA 20.10

“O índice de contaminação de mulheres negras pelo vírus da AIDS vem aumentando no Brasil. Na década de 90, uma mulher em cada 3 homens era diagnosticada com o vírus. Em 2014, a proporção foi de menos de 2 homens para cada mulher infectada. A afirmação foi feita pela professora Isabel Cruz, enfermeira e diretora do núcleo de programas de saúde e etnia da Universidade Federal Fluminense, durante debate sobre “ Os desafios enfrentados pelas mulheres negras soropositivas e terapias complementares”. O assunto foi tema da terceira Roda de Conversa do Outubro Rosa da Alerj, promovido pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, presidida pela Deputada Enfermeira Rejane.

Isabel Cruz atribuiu o aumento de mulheres negras infectadas à pobreza e violência, e, principalmente, à dificuldade de acesso ao diagnóstico e tratamento nas unidades públicas de saúde, em decorrência de uma cultura institucional racista”.
Reafirmando a discriminação que sofrem as mulheres negras nas unidades da atenção básica do SUS, Isabel Cruz apresentou dados da Seppir (Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República): 41,5% desta parcela, com mais de 40 anos, nunca fizeram exame de mamografia, em contraponto aos 26,7% entre a população feminina branca.
Para a docente da UFF, é urgente que se implementem medidas que desconstruam o racismo institucional no âmbito do SUS, uma vez que os princípios do sistema pregam a universalidade e a equidade em saúde.

Também na Roda de Conversa, a Enfermeira Carla Araújo, Diretora da Escola de Enfermagem Anna Nery, da UFRJ, apresentou tratamentos complementares que vem sendo realizados pela instituição. Segundo Carla Araújo, tem dado resultados significativos em mulheres soropositivas e com câncer de mama, as práticas de Reike e terapias com florais. Acrescentando que estes cuidados paralelos auxiliam no tratamento clínico das doenças, reduzindo, por exemplo, a ansiedade, e levando equilíbrio a essas mulheres no enfrentamento à AIDS e ao câncer.

Participaram, também, da Roda de Conversa “ Os desafios enfrentados pelas mulheres negras soropositivas e terapias complementares”, a Deputada Tia Ju, o médico José Manuel, mestre em HIV/AIDS e Ana Lúcia Pinheiro, da ONG “Cidadãs Positivas”.

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