GOVERNO SEM BÚSSOLA

Por 16 de junho de 2016 Notícias Sem comentários
HPM-NITERÓI

O Governo do Estado do Rio de Janeiro não sabe para onde vai e como vai. Propõe um pacote de corte nos gastos, sem critérios, que massacra principalmente os trabalhadores. Além de medidas equivocadas como a restrição do benefício do bilhete único, que vai prejudicar exatamente os empregados que mais precisam, a área da saúde chegou a níveis inaceitáveis.

Moradores de Niterói e municípios vizinhos e populosos, como São Gonçalo, Itaboraí e outros, vão ser agora diretamente afetados com o fechamento dos principais setores do Hospital da Polícia Militar. O HPM-Niterói é uma instituição de médio porte que atende clientes com diferentes graus de dependência. É dotado de uma estrutura complexa com unidade de apoio ao diagnóstico – raio x, tomógrafo, laboratório de análises clínicas, endoscopia, ultrassonografia, ecocardiograma, mamografia, unidades de internação em clínicas médicas e cirúrgica, pronto socorro e centro de terapia intensiva. E mais uma vez esse importante equipamento de saúde está ameaçado de fechamento de seus principais setores, sob a justificativa de diminuição de custos em vista da falência do Estado do Rio de Janeiro. Todo o serviço de internação, emergência e terapia intensiva será deslocado para o Hospital Central da Polícia Militar, na cidade do Rio de Janeiro. Em Niterói, só serão atendidos policiais militares, ficando a comunidade usuária deste hospital totalmente desassistida.

Esquece-se o Governo do estado que o Hospital da Polícia Militar de Niterói foi o principal receptor das vítimas da tragédia do Morro do Bumba, em 2011. Na época, graças ao empenho de inúmeras pessoas formadoras de opinião, comunidade e alguns políticos, o Estado investiu na unidade, cumprindo seu papel de atendimento à comunidade e aos polícias militares e seus dependentes.

Cinco anos depois, o esforço parece ter sido em vão. Os setores do HPM-Niterói ficarão fechados, envelhecerão pela falta de uso. Vão se deteriorar os equipamentos comprados com o dinheiro recolhido por desconto do Fundo de Saúde de todos os policiais militares. Tudo novo e inutilizado, não podendo ser reaproveitado em nenhuma outra unidade. Mais um exemplo de desperdício de recursos e o Governo rasgando dinheiro!!!

Não é razoável deixar agonizar um hospital por falta de interesse em um período de tanta carência de cuidados com a saúde!! Seria necessário criar o mesmo número de leitos e serviços no Hospital Central para manter a mesma realidade e qualidade de atendimento atual. Algo impensável em um momento de crise. Agravada pelo aumento no número de episódios de policiais sendo mortos, mutilados e feridos em confrontos diários, e ainda deixando sem assistência a população que mora no entorno do HPM-Niterói, que verá mais um aumento em suas despesas com alimentação passagens para deslocamento até o Rio de Janeiro.

Que exemplo de gestão é esse que dizima a saúde e que é praticado pelos gestores públicos atualmente?

De fato, o Governo do estado do Rio de Janeiro está sem bússola!

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