OPINIÃO

Por 9 de dezembro de 2017 Notícias Sem comentários

ESTADO DE EXCEÇÃO

Estamos muito próximos de voltar a um estado de exceção no País. Há uma queda de braço entre Judiciário e Legislativo, com ações que se ramificam as instituições autônomas e democráticas, como as universidades públicas, museus e por aí vai. Ações comandadas pela Polícia Federal respaldadas pela Justiça, que hoje se sobrepõe a qualquer outra instância de poder.
Dois episódios marcam bem o que estamos vivenciando: reitores das universidades de Santa Catarina e Minas, ambas públicas, espaços democráticos, de formação crítica e reflexiva, são conduzidos coercitivamente sob acusações de desvio de verbas. Em Santa Catarina, o reitor Luiz Cancellier, não suportou dois dias de cárcere com humilhações, sem direito à defesa, e cometeu suicídio logo após ser colocado em liberdade.
Em Minas, a operação nomeada de “Esperança Equilibrista” conduziu coercitivamente os atuais reitor e vice-reitora da UFMG, Jaime Ramirez e Sandra Almeida, além de servidores e dirigentes das gestões anteriores. O nome da operação provocou protestos e repulsa. Além do fato em si, remete à canção “O bêbado e o equilibrista”, de Aldir Blanc e João Bosco, marcada pela voz de Elis Regina, transformada em um hino contra a ditadura, um hino pela liberdade!
Essa é uma prática abusiva, que não dá aos cidadãos a presunção da inocência. Prende, para depois investigar a veracidade dos fatos!
Não podemos ficar calados diante das recorrentes violações de direitos, não devemos deixar que se instale novamente a ditadura em nosso País. Trevas nunca mais!

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