SERVIDORES DO RIO PODERÃO CONVERTER PERDA SALARIAL EM BENEFÍCIO

Por 8 de abril de 2016 Notícias 2 Comentários
charge_bier_servidor

A inciativa partiu da Deputada Enfermeira Rejane, que está solicitando ao Governo, através de indicação legislativa, que as perdas salariais decorrentes dos dias em atraso no pagamento dos servidores públicos do Estado possam ser convertidas em tempo de serviço e contribuição previdenciária para a aposentadoria.

A proposta estabelece que os dias em atraso no pagamento dos servidores públicos estaduais da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Estado do Rio de Janeiro decorrentes da defasagem de datas, serão convertidos em dias de exercício efetivo, no que couber de triênios, anuênios, enquadramento, incorporação, licença especial e aposentadoria.

A Deputada esclarece que os recorrentes atrasos no pagamento dos salários vem acarretando uma série de problemas financeiros, familiares e sociais para os servidores estaduais do Rio de Janeiro, o que justifica a proposição do benefício futuro. Lembrando que medida semelhante foi adotada pelo município do Rio de Janeiro que, em 1989 editou o decreto 8443, que compensava perdas salariais por tempo de serviço para fins de aposentadoria. http://goo.gl/qbqG8m

2 Comentários

  • Raquel Joaquim da Silva Gonçalves disse:

    E as perdas em adicional noturno, passagem, salário pago abaixo do piso? Como fica esta questão? Não recebo este direito há vinte dois anos.

  • Paulo Feijão disse:

    Enfermeira Rejane.

    Sem repasse do estado, abrigo de idosos atrasa pagamentos e oferece ovo cozido nas refeições

    Foto: Cintia Cruz / Extra
    Cíntia Cruz Tamanho do textoA A A
    Alimentação precária, falta de médicos, de produtos de higiene pessoal e atraso no pagamento de funcionários. Este é o cenário no Centro Bom Samaritano para a Terceira Idade, no Califórnia, em Nova Iguaçu. Aberto há cinco anos para idosos em risco social ou vulnerabilidade, a instituição é alvo de denúncias de idosos e de profissionais.

    Cleia, de 80 anos, diz que não tem mais recebido seu benefício Cleia, de 80 anos, diz que não tem mais recebido seu benefício Foto: Cíntia Cruz / Extra
    Apesar da memória falha, a aposentada Cleia Oliveira, de 80 anos, uma das residentes, não esquece os documentos que foram retirados dela:

    — Desde que entrei aqui, só recebi meu pagamento duas vezes. Ela está com meus documentos e com meu cartão — reclamou, baixinho, pela grade do portão, enquanto mostrava o joelho direito inchado: — O médico vem, mas demora. Quando e chega, ninguém vai no meu quarto avisar.

    Segundo Cleia, quem está com os seus documentos é a administradora do abrigo, Cátia Nunes. A informação foi confirmada por funcionários, que dizem não receber salários desde dezembro.

    — Não tive nem 13º. Ela (Cátia) diz que o governo estadual (responsável pelos recursos)não paga e por isso não está repassando. Mas ela também recebe os benefícios dos idosos. O certo seria reter só 70% do pagamento deles. Se o governo paga por eles ali, ela não deveria reter o cartão de ninguém — frisou uma funcionária.

    No prato dos idosos, feijão, arroz e ovo No prato dos idosos, feijão, arroz e ovo Foto: Foto de leitor / Extra
    A comida dos residentes também deixa a desejar, afirmam funcionários. Há pelo menos sete meses, eles almoçam e jantam ovos cozidos:

    — Não tem fruta ou legume nas refeições. O café da manhã é pão sem manteiga, café e leite.

    O material de higiene pessoal vem de doações e, muitas vezes, o sabonete é dividido para durar mais.

    — O estado paga R$ 2.400 por idoso, mas falta tudo. O que salva essa gente são as doações de amigos e de igrejas. Acho uma injustiça trabalhar o mês todo e ter que pedir dinheiro emprestado para pagar as contas — reclamou outro funcionário.

    Angu no almoço. Na outra foto, único prato com alface é de idoso que paga estadia Angu no almoço. Na outra foto, único prato com alface é de idoso que paga estadia Foto: Foto de leitor / Extra
    Crise atrasa recursos, afirma governo

    A Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos informou que o abrigo tem um cofinanciamento do governo para o atendimento aos idosos de R$ 240.415,11. O pagamento, diz o órgão, atrasou por causa da crise econômica que afeta o estado.

    O Centro Bom Samaritano para a Terceira Idade cuida de idosos em risco social ou vulnerabilidade O Centro Bom Samaritano para a Terceira Idade cuida de idosos em risco social ou vulnerabilidade Foto: Cíntia Cruz / Extra
    Já a direção do abrigo informou que o cardápio é elaborado por uma nutricionista, que intercala os tipos de proteínas. Em relação à falta de médicos, dois profissionais atendem lá semanalmente. O abrigo acrescenta que a maioria dos idosos não tem documentos por terem sido moradores de rua. Os que têm seus benefícios administram os próprios recursos pessoalmente.

    Depoimento de Annie Bello, professora de Nutrição Clínica na UERJ

    O cardápio é claramente inadequado e, com certeza, prejudica a saúde desses idosos. Além de ter deficiência de nutrientes importantes, não contempla particularidades, caso alguém tenha problemas de pressão ou diabetes, por exemplo. Faltam óleos, legumes, verduras, frutas e maior variedade de fontes de proteínas. O café da manhã deve ter laticínios, essenciais para a saúde óssea. Por outro lado, a única coisa positiva é eles não comerem alimentos processados ou açucarados.

Comente