GRÁVIDAS COM ZIKA DEVEM TER DIREITO LEGAL DE ESCOLHA

Por 7 de março de 2016 Notícias Sem comentários
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Ao acabar com programas de erradicação de vetores e extinguir a função dos agentes de controle de endemias, as autoridades de saúde transferiram à sociedade a responsabilidade de exterminar o mosquito transmissor da dengue, Zika e outras doenças causadas pelo aedes aegypti. “De 10 anos para cá, desapareceram as políticas públicas na área sanitária. Não há estratégias, programas e ferramentas para o combate de vetores”, afirmou a Deputada Enfermeira Rejane. A parlamentar aponta que na última década houve um incentivo à privatização da saúde, perda do controle social por parte da população que não sabe onde são aplicados os recursos do orçamento e corte nos investimentos em pesquisas, o que fez com que o ano de 2016 chegasse com uma doença gravíssima como a Zika, transmitida por um vetor que lá atrás foi combatido com eficiência. Durante palestra sobre a “A Mulher e os efeitos do Zika vírus na saúde e na plenitude de seus direitos” na Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro, a Deputada Enfermeira Rejane defendeu o aprofundamento dos debates em torno do impacto da epidemia de Zika nos direitos das mulheres. Para a parlamentar, é preciso ampliar a discussão para o direito da mulher em decidir sobre a própria vida, em caso de interrupção da gravidez diante da probabilidade de o bebê nascer com sequelas e deformidades provocadas pelo vírus: 

– As grávidas infectadas pela Zika ficam até o 6º mês sem qualquer informação sobre se vão ter um bebê com deficiências neurológicas ou má formação, pois o diagnóstico só é possível em torno da 26ª semana. Portanto, estas gestantes devem ter o direito de escolher entre o aborto até as 12 semanas ou prosseguir com a gravidez. E essa decisão deve ser legal e estar amparada por legislações que garantam o direito ao aborto sem culpabilizar as mulheres.

A Deputada espera avançar nestas questões no Estado e colocou Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, presidida por ela na Alerj, à disposição para debater propostas de novas legislações que tratem do assunto e também que incentivem o desenvolvimento de pesquisas de contraceptivos masculinos.

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